TA Sérgio Padrão Fernandes + José Duarte
TC Ana Vasconcelos
TD João Figueira
TE Joana Bastos Malheiro + Maria Luís Resende
TF Ljiljana Čavić
TG Stefanos Antoniadis
TH Pedro Cabrito
TI Maria Rita Pais
TJ Sofia Morgado

> tema: de Regresso à Cidade
A invenção de “Nuova Topografia di Roma”, elaborada por Giambattista Nolli em 1748, veio a traduzir-se num ponto de vista arrojado e original para representar a complexidade da Arquitetura da cidade.
A partir desta referência histórica propõe-se que o “de Regresso à Cidade” seja uma reflexão crítica sobre a Arquitetura, centrada na reinvenção da relação entre os edifícios e o espaço público e, particularmente na contribuição da Arquitetura para a imaginação de uma topografia urbana mais porosa e permeável.
> contexto: Colina do Castelo em Lisboa
Muralhas, palácios, conventos, casas antigas, novas e ruínas, praças, escadinhas, becos, arcos, travessas, largos, chão... grandes estruturas construídas e pequenos edifícios dispõe-se sobre a topografia acidentada da Colina de Lisboa, numa mistura de objetos e de tempos que são reveladores de uma realidade extremamente complexa e heterogénea, mas também fascinante e sedutora nos ambientes que cria.
Neste contexto a UC Projecto I explora um programa arquitetónico-urbano, focado na ideia de percurso, entre o interior e o exterior, o coletivo e o íntimo, através de uma relação emotiva-sentimental com o espaço público, tecido urbano e território.
[E01] 5 fotografias x 5 palavras
> descrição
5 fotografias associam-se a 5 palavras-conceito para formular uma primeira aproximação a uma ideia de Arquitectura. O conjunto dos grupos de imagens-palavras será exposto na sala de aula, no sentido de suscitar o debate.
O exercício promove a discussão em torno de uma problemática comum, que é procurar definir o que é Arquitectura através de imagens e de conceitos.
Com o conjunto das fotografias será realizada uma exposição na sala de aula, organizada pela turma, que permitirá a cada estudante apresentar o seu trabalho aos colegas e professores, explicando a narrativa e o nexo subjacente às suas escolhas.
O exercício é de desenvolvimento individual.
Materiais: folhas de papel com min 90g
> descrição
O morfema introduz os temas e conceitos formulados no exercício anterior, aplicando-os a uma ideia de composição formal da arquitetura. Este exercício formal proto-espacial, explora o tema da forma e do espaço e aborda a composição como meio para a identificação de elementos, de uma estrutura formal e de operações elementares, que incluem a repetição e a excepção.
O morfema arquitectónico é entendido como uma composição volumétrica tridimensional que se obtém através da repetição rítmica de elementos base, cuja distribuição é esteticamente ordenada e tem um valor poético.
O exercício a desenvolver baseia-se na temática da subtração de matéria, permitindo explorar a relação entre construção e escavação, entre o visível e o invisível, o positivo e o negativo, a luz e a sombra: o espaço como conceito e como ideia de projecto.
O morfema é concebido em maqueta e aprofundado em desenho. O objeto produzido, abstrato de valor estético passível de ser imaginariamente habitado, será desenvolvido com recurso ao desenho e através da introdução da figura humana, que lhe conferirá a escala.
O exercício desenvolve-se através da realização de maquetas experimentais e da elaboração de desenhos técnicos e outros registos gráficos mais livres e exploratórios.
O exercício é de desenvolvimento individual e o processo de desenvolvimento divide-se em três momentos complementares:
fase 1. Concepção do morfema
O morfema é um objecto que resulta de operações compositivas de agregação volumétrica. Pressupõe a combinação de elementos de composição, estrutura formal, regra e excepção e utiliza como referência um cubo virtual de 15cm x 15cm x 15cm, a partir do qual se obtém uma forma abstracta, sem escala definida.
A volumetria resultante na fase 1 corresponde à versão positiva do espaço, que será posteriormente revelada, na fase 2, através da sua versão negativa em gesso ou argila ou betão.
fase 2. Construção da maqueta do espaço negativo
Construção do espaço escavado (subtraído), utilizando o Morfema como MOLDE gerador do vazio estereotómico pretendido. Obtém-se um cubo escavado de 15x15x15 cm, cuja espacialidade interior resulta de uma operação de subtração.
fase 3. Representação do espaço criado
A partir do objecto produzido explora-se a representação gráfica do espaço concebido, através de desenhos técnicos [esta fase será desenvolvida com o apoio da UC geometria descritiva]:
A partir do objecto produzido explora-se a fotomontagem / collage / desenho em perspectiva e a introdução do corpo humano em várias escalas como estudo da relação espaço-corpo.
> descrição
A Colina do Castelo, em Lisboa, é utilizada como contexto de estudo para leitura, interpretação e projeto. Este exercício foca-se na descodificação das formas urbanas a partir de percursos e sistemas que serão seleccionados de acordo com os interesses dos estudantes na formulação de uma narrativa interpretativa da realidade construída.
Os percursos e sistemas a considerar são os seguintes:
- percursos/locais: pátio D. Fradique, Beco do Castelo, Escadinhas da Achada
- sistemas da cidade: água / árvore / chão – pátio / miradouro / muro – muralha
Propõe-se a utilização da fotografia e da maqueta para o estudo arquitectónico de um percurso na Colina do Castelo, em Lisboa.
fase 1. Promenade Architecturale
Caraterização do percurso onde se inscreve a Galeria Urbana utilizando como referência teórica a obra clássica Towscape, de Gordon Cullen, e o conceito de “Visão Serial”.
A sequência de fotografias é estruturada a partir de um nexo, criado pelos estudantes, que relacione um percurso e um local, com um sistema da cidade: 10 fotografias + 10 temas.
Materiais: folhas de papel com min 90g
fase 2. Construção de 2 maquetas do contexto
maqueta 1: contexto. escala 1:500. Leitura de um percurso articulada com um sistema da cidade. [trabalho de grupo]
maqueta 2: lugar. escala 1:100. Como ferramenta de trabalho e primeira “milestone” do projeto. [trabalho Individual: cada estudante constrói a sua maqueta do lugar]
Materiais: cartão ou outros materiais
fase 3. Restituição gráfica do local de projecto
Representação do contexto de projeto com recurso ao desenho técnico: 1 Planta e 2 Cortes. [esta fase será desenvolvida com o apoio da UC geometria descritiva]
painel 1: planta do existente, esc.1/100 [trabalho de grupo]
painel 2: cortes do existente, esc.1/100 [trabalho individual cada aluno do grupo faz 1 corte diferente]
Materiais: painéis 60cm x 60cm, material de desenho técnico e artístico
> descrição
A Galeria Urbana recupera o morfema e transfere os seus princípios e regras de composição para um contexto específico, real e concreto, onde a principal operação do projecto é a escavação:
- é uma pequena construção, que recorre à subtracção como operação dominante para produzir espaço e inscreve-se na sequência de um percurso urbano, do qual se torna parte. Tem uma forte vocação pública e urbana.
- está articulada com o reconhecimento dos sistemas da cidade – Água (cisterna, tanque, chafariz), Árvore, Pátio, Miradouro, Muralha – que devem ser considerados na concepção da Galeria Urbana.
Água
A água vê-se e/ou ouve-se e ocupa o espaço exterior e/ou o interior.
Árvore
Espaço exterior onde se juntam um conjunto de pessoas /pelo menos 1 árvore/ pelo menos 15 pessoas.
Pátio
Espaço exterior, voltado para o interior.
Miradouro
Espaço interior ou exterior, para contemplar a cidade.
Muro
Limite, transição, suporte.
- é um pequeno espaço expositivo, que acolhe obras de arte e que permite mirar a cidade. É composto por áreas exteriores, interiores e de transição, colectivas e íntimas.
- há um espaço principal que organiza a composição do conjunto.
- é um espaço imersivo para contemplação de obras de arte e da cidade.
fase 1. Concepção / Estratégia
Definição de uma estratégia de projecto e ensaio de transferência do morfema para uma realidade concreta.
maqueta 1. escala 1:100
Materiais: cartão ou outros materiais
fase 2. Composição
maqueta 2: escala 1:50
Materiais: cartão ou outros materiais
fase 3. Representação
Representação da Galeria Urbana e da sua integração no contexto de um percurso, recorrendo ao desenho técnico:
1 Planta e 2 Corte.
painel 01: planta do projecto, esc.1/100
painel 02 e painéis 03: 2 cortes do projecto, esc.1/100
Materiais: painéis 60cm x 60cm, material de desenho técnico e artístico.
[ ENTREGAS ]
