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TA   Sérgio Padrão Fernandes + José Duarte

TB   Francisco Agostinho

TC   Ana Vasconcelos

TD   João Figueira

TE   Joana Bastos Malheiro + Maria Luís Resende

TF   Ljiljana avi

TG  Stefanos Antoniadis

TH  Pedro Cabrito

TI    Maria Rita Pais

TJ   Sofia Morgado

  

[ UNIDADE CURRICULAR ]

coordenação Sérgio Padrão Fernandes co-coordenação Ljiljana Čavić

> tema: de Regresso à Cidade. Limite, Transição, Entrada.

Limite – do lat. Limes, -itis. Caminho, raia, fonteira, atalho. Linha que separa superfícies. Momento ou espaço que corresponde ao fim ou ao começo de algo. 

Transição – do lat. Transitio, -onis. Passagem de um lugar, assunto, tom ou estado para outro.

Entrada – Local por onde se entra. Ingresso. Porta, Acesso, Princípio.” [1]

 

Quando a cidade de Salonica, na Grécia, foi Capital Europeia da Cultura, em 1997, produziu-se uma ampla reflexão sobre a relação entre as cidades costeiras e o mar. Este exercício de projeto veio a tornar-se um manifesto que ficou documentado no livro “Between Sea and City: Eight Piers for Thessaloniki", onde se reuniram as propostas de oito arquitetos para cada um dos oito cais, representando cada projeto uma visão distinta de como a arquitetura pode mediar a relação terra-mar.

A partir desta referência histórica propõe-se que o “de Regresso à Cidade” seja uma reflexão crítica sobre a Arquitetura, centrada na noção de limite e de transição e na possibilidade de imaginar a entrada em Lisboa através do Estuário do Tejo.

Pretende-se definir estratégias de projeto que, sustentadas na leitura da realidade existente, permitam imaginar a aproximação das margens do Tejo baseada na ideia de rede e na sua transferência para o sistema urbano ribeirinho. 

[1] https://dicionario.priberam.org

> contexto: Estuário do Tejo 

Muralhas, palácios, conventos, casas antigas, novas e ruínas, praças, escadinhas, becos, arcos, travessas, largos, chão... grandes estruturas construídas e pequenos edifícios dispõe-se sobre a topografia acidentada da Colina de Lisboa, numa mistura de objetos e de tempos que são reveladores de uma realidade extremamente complexa e heterogénea, mas também fascinante e sedutora nos ambientes que cria.

Neste contexto a UC Projecto I explora um programa arquitetónico-urbano, focado na ideia de percurso, entre o interior e o exterior, o coletivo e o íntimo, através de uma relação emotiva-sentimental com o espaço público, tecido urbano e território.

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[E01] limite – transição | praça – cais

> descrição

A Praça – Cais é um dispositivo arquitectónico, infraestrutural e simbólico. É um espaço público de transição, referencial entre a água e a terra.

 

programa: 

Concepção de um espaço de limite – transição, entre a água e a terra, urbano e territorial, num dos locais propostos.

 

A Praça-Cais é constituída por: 

1 [ ⁠plataforma pública ]

A plataforma tem de obrigatoriamente garantir a ligação ao rio, articulando-se com os diferentes níveis da maré.

A plataforma tem de se articular com os espaços já existentes.

2 [ ⁠⁠Porta - entrada ]

A  Porta – entrada é uma interface de água (estação fluvial, escola de canoagem, de vela, ou similar). A volumetria pode ser manipulada: pode ser um cubo, um torreão ou um paralelepípedo (indistintamente). 

A sala polivalente pode ser um volume adicionado sobre a plataforma ou pode estar integrado na sua espessura. A nova construção tem que ter obrigatoriamente composta por espaços interiores.

A sala polivalente é para estudo, para eventos temporários, conferências ou exposições.

3 [ elemento simbólico ] 

É um marco territorial e urbano.

 

O exercício é desenvolvido em grupo (3 estudantes), em local seleccionado pelos estudantes.

Os locais de projecto e os temas de leitura a considerar são os seguintes:

 

locais: 

[1.] Bugio; 

[2.] Cais da Nato; 

[3.] Torre Velha; 

[4.] Porto Brandão;

[5.] Quinta da Arealva; 

[6.] Olho de Boi;

[7.] Fonte da Pipa

temas de leitura: 

Chão / Água / Limite / Muro / Cobertura / Edifício-Entrada / Elemento Simbólico

O exercício é desenvolvido em grupo e considera 03 fases sequenciais de trabalho, nomeadamente:

fase 1. Leitura – Analogia 

Propõe-se a utilização da fotografia e da maqueta para o estudo comparativo de uma praça-cais.

- Leitura comparativa (do local de projecto com um caso paradigmático)
Com recurso à fotografia devem ser organizadas uma sequência de imagens – dípticos – que coloquem em comparação-confronto duas realidades distintas a partir do reconhecimento dos 5 temas de leitura, que podem ser declinados em outros temas de leitura.

- Leitura da composição formal (um caso paradigmático de praça-cais ou edifício-entrada):

maqueta, na escala 1:500;

Planta articulada com o Corte, na escala 1:500. 

Materiais: Fotografias 20cm x 20cm, impressas em folhas de papel com min 90g. Papel vegetal e material de desenho técnico e artístico, outros materiais.

 

documentos (elementos físicos) a apresentar em aula 23.02.2026: 

- 1 short-book com as fotografias impressas em folhas de papel com min 90g.

- 1 maqueta, em material a definir.

- 1 painel 60cm x 60cm. 

fase 2. Projeto da Praça-Cais: maqueta 

A segunda fase do exercício propõe a concepção de uma estrutura proto-urbana em maqueta. 

Introduz os temas e conceitos formulados na fase anterior, aplicando-os a uma ideia de composição formal – morfema territorial – que explora o tema da forma e do espaço e aborda a composição como meio para a identificação de elementos, de uma estrutura formal e de operações elementares, que incluem a repetição e a exceção.

Materiais: Cartão ou outros materiais 

 

documentos (elementos físicos) a apresentar em aula 19.03.2026: 

- 1 maqueta, escala 1:500 

- 5 fotografias da “maqueta” em formato quadrado, impressas individualmente em folhas com dimensão de 20cm x 20 cm.

As fotos são a preto/branco, com fundo negro ou fundo branco e luz controlada. 

- 1 texto com max. 500 palavras que descreve a praça-cais. 

fase 3. Projeto da Praça-Cais: representação

A terceira fase do exercício explora através do desenho técnico a representação gráfica do espaço urbano concebido em maqueta. Explora-se também a fotomontagem / collage / desenho em perspectiva e a introdução do corpo humano em várias escalas como estudo da relação espaço-corpo.

Materiais: painéis 60cm x 60cm, papel vegetal e material de desenho técnico e artístico

 

documentos (elementos físicos) a apresentar em aula 19.03.2026: 

- painel 1: planta, escala1:500

- painel 2: corte, escala1:500

- painel 3: corte em axonometria, escala1:500

- painel 4: fotomontagem (representação do ambiente exterior)​​

> objectivo

- reconhecer e compreender a forma e organização do território ribeirinho na foz do rio Tejo;

- utilizar a fotografia como instrumento de leitura da arquitetura e do território;

- adquirir raciocínio prático de projecto em Arquitectura;

- dominar os instrumentos do projecto: maqueta, desenho e outros registos gráficos;

- desenvolver competências de comunicação do projecto através da argumentação crítica.   

> natureza e duração

trabalho de grupo

de 09.02.2026 a 19.03.2026

 

> documentos digitais a apresentar

elementos digitais:

- book (síntese das 2 fases de trabalho, no formato 20cm x 20cm, 150dpi.)

- painéis (corresponde à digitalização dos painéis - 60cm x 60cm, 150dpi)

- processo (corresponde ao registo fotográfico exaustivo e sequencial de todos os elementos produzidos durante o processo de desenvolvimento do exercício, nomeadamente: maquetas, registos desenhados à-mão-livre do diário gráfico, outros desenhos, etc.)

Nota:

Os elementos em formato digital, devem ser colocadas na CAIXA da turma até às 23:59 horas do dia 22.03.2026. 

 

Os títulos dos ficheiros devem seguir à seguinte descrição:

00000000_PRIMEIRO_ÚLTIMO NOME_E01_book.pdf

00000000_PRIMEIRO_ÚLTIMO NOME_E01_paineis.pdf 

00000000_PRIMEIRO_ÚLTIMO NOME_E01_processo.pdf 

 

> bibliografia

ANTONIADIS, S. (2019). Sulla Costa. La forma del costruito mediterraneo non accreditato. Exposição Mundial de Lisboa. Arquitectura. Lisboa: Editorial Blau

FERNANDES, S.; JUSTO, R.; SILVA, M. F.; COELHO, C. D. (2024). Forma Urbis LX, 09: Expo. Lisboa: CML/FA.ULisboa.   

PINTO, P.; BRANDÃO, A. (2024). Os grandes trabalhos e o desejo da cidade de exceção. Duas décadas de transformação urbana e arquitectónica em Portugal. Porto: Circo de Ideias.

TAINHA, M. (1994). “A propósito de uma porta”. In Manuel Tainha. Textos de Arquitectura. Vale de Cambra: Caleidoscópio. (45-49). 

[ ENTREGAS ]

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